Série mania: minhas 3 séries estrangeiras favoritas na Netflix (La Casa de Papel, Dark e La Mante)

DICAS

A verdade é uma só: anda tudo tão tão louco e corrido que faz tempo que não trago uma dica boa de série pra vocês — acho que a última vez que teve dica de série aqui foi quando falei de Dinasty, não foi? Eu até consigo tirar um tempinho ou outro pra conseguir assistir algumas séries novas, ver alguns filmes (falando nisso, tenho dicas maras pra dar de filmes, mas vamos deixar pra outro post), só me falta mesmo tempo pra conseguir voltar à ler livros, mas como é algo que exige mais concentração e atenção, acabo tendo que deixar para depois 🙁

Acho que só não tinha vindo escrever esse post antes, porque se a gente que dar dica de série, tem que ser A DICA, aquela pra deixar todo mundo morrendo de vontade de assistir também, né!? Então, cá estou pra falar de séries, porque minha história é a seguinte: acabei chegando num ponto que já estava sem paciência pra tudo quanto é série mais famosinha (de uns tempos pra cá que essas 3 séries ganharam mais destaque, acho que só a última é menos conhecida), passei a fuçar o catálogo de originais da Netflix (amo!) mais à fundo e resolvi arriscar nas produções estrangeiras — o pessoal chama, no geral, produções estrangeiras aquelas que não são americanas, então, muita gente considera produção estrangeira até as britânicas, mas aqui estou falando das séries que não são britânicas ou americanas, fechou?

Depois disso, foi uma atrás da outra, até que agora dei uma pausa, até porque fora o fato de que tenho váarias outras coisas pra fazer que são prioridade, não tem uma série que eu esteja com muita vontade de assistir… No caso, não neste minuto, mas pode ser que até o final do dia, eu mude de ideia #soudessas! Agora vamos as minhas dicas?

La Casa de Papel

Há alguns dias, um amigo me disse que não é de se render à séries que todo mundo diz que ama, mas que estava finalmente se rendendo ao fenômeno La Casa de Papel pra saber o que a série tem de tão sensacional assim — o que me lembrou da época de Making a Murderer, que de tanto o povo falar, até Kim Kardashian anunciou no twitter que tinha acabado de criar sua conta na Netflix só pra assistir à série/documentário #dasminhas

Ontem, esse mesmo amigo me disse que tinha acabado de assistir os 13 capítulos (lá fora, são 16 capítulos, mas a Netflix reeditou e colocou 13 no catálogo, sabe-se lá porque) e que, apesar de ter gostado, tinha vários pontos que contestaria facilmente… Claro, que numa hora ou outra da série (como em todas as outras), pode ser que o enredo perca um pouco do ritmo e a gente acabe achando tudo aquilo meio surreal, até porque é de um assalto à Casa da Moeda espanhola que a gente está falando, mas num contexto geral, essa é uma das melhores séries que eu já assisti e uma das minha favoritas, sim!

La Casa de Papel é aquela série que vai te empolgar. Ponto. Fora o fato de que a gente vai, quase o tempo todo, ver o mundo da perspectiva dos assaltantes (e pode ser que isso não seja a coisa mais agradável do mundo pra você), a gente acaba se apaixonando por eles, sim. Porque, no final das contas, você enxerga bem mais da pessoa, dos sentimentos deles, do que só do lado criminoso… Claro que também tem toda a genialidade do plano, mas vou me controlar nos spoilers… Mas que é um plano genial, isso é mesmo.

Fora todos os altos e baixos do enredo da série (todas são assim), ainda temos o fato de que é um conjunto de atores incríveis. Mesmo. E convenhamos, tem tanto tanto tanto ator bom por aí (e tô incluindo o Brasil nesse “por aí”) que merece uma chance de mostrar o talento pro mundo. Curiosos? Então, vamos ao trailler, sim ou com certeza?

Agora, as minhas próximas duas dicas tem uma pegada de suspense e até uma proposta mais policial (a segunda, no caso), mas já deixo claro que tudo quanto é suspense policial chama a minha atenção e, no caso, são os meus favoritos (estava até pensando num post das minhas séries de suspense policial favoritas, o que acham!?) então, simplesmente, não dá pra evitar #mejulguem

Dark

Vamos começar com Dark, pode ser? E já vou começar com: essa é a série mais louca, complexa e confusa que eu já assisti na vida! E, olha, que estamos falando de um total de 187 séries — sim, eu sou extremamente chata com isso e tenho um app pra organizar todas as séries que já assisti ou tô assistindo, até porque eu acabo esquecendo, né!? — e nenhuma das outras 186 me deixaram tão na dúvida quanto Dark!

Pra dar uma organizada nessa confusão toda e esclarecer porque, apesar de tudo isso, você PRECISA assistir: toda a série é uma questão de atenção aos detalhes! É, quem é detalhista (e olha que eu sou, mas quando se trata de séries, algumas coisas passam batido, não tem como negar) e já assistiu à série deve ter rido da minha cara e de toda a minha confusão, porque se trata de prestar atenção nos pequenos ganchos que vão se desenrolando ao longo da trama, que se trata de 3 linhas temporais (1953, 1986 e 2019, sempre separados por 33 anos o que não é puro acaso, que fique bem claro) convergindo. Ainda tá difícil de entender? Então, vamos lá: Dark é a primeira produção original alemã da Netflix — já se prepare para ter que lidar com uma trilha sonora babado, digna desses filmes de terror da vida — e ao longo de 10 episódios conduz a gente para uma história onde as linhas temporais, aparentemente são distintas (no início, parece que a gente tá assistindo 3 enredos diferentes e nada faz sentido, simplesmente, nada se conecta), mas a real é que tudo faz o sentido, porque apenas conta as histórias dos mesmos personagens em diferentes períodos de tempo. Melhorou, né!?

Fora, essa parte meio enrolada de lapso temporal, ainda temos que lidar com um tal de buraco de minhoca, que é o elemento principal de toda a história e tem tudo a ver com os períodos de tempo diferentes… É, meus amigos, se você nunca foi dos maiores fãs de física (que nem eu) e nem sabe o que é esse buraco, calma, que eu te explico: o buraco de minhoca é, segundo Einstein, umas das teorias de possibilidade de viagem pelo espaço-tempo, baseada na teoria geral da relatividade — e, por favor, não esperem mais de mim do que isso, até porque o que a gente precisa saber, de um modo bem física bagaceira, é que o povo entra num ano por um lado do buraco e sai do outro lado, em outro ano #prontofalei

Passado esse momento Layla também é conhecimento, como se não bastasse, ainda tem a história de como o buraco de minhoca foi parar ali, em Winden (um tico de cidade lá no interior do interior do interior da Alemanha) por causa de um acidente na usina nuclear da cidade. Aí, no caso, o buraco de minhoca fica exatamente embaixo do local do acidente, nas cavernas da cidade… Mara, né!? Óbvio, que se eu disse que tem confusão, essa parte é o menor dos problemas, até porque dá pra descobrir de boa só jogando no google pra ler a sinopse da série. O ponto real da série são os desaparecimentos de algumas crianças da cidade.

Nessa parte, é que a treta rola solta e eu fiquei um bom tempo sem entender o que acontece, mas eu não vou contar, porque mesmo não tendo nada contra spoillers, a graça é deixar todo mundo curioso pra ir assistir. Mesmo. É uma série que vale assistir, vale conhecer a genialidade da produção e dos atores alemãs, que do mesmo jeito que os da La Casa de Papel são incríveis demais! Que tal o trailler antes de eu falar da próxima série?

La Mante

Como tô na minha fase gringa de ser, pulei de uma produção alemã pra uma francesa sem pensar duas vezes e dá pra dizer: foi uma das minhas melhores descobertas — descoberta mesmo, porque tá lá no cantinho, escondida como se não quisesse nada! A começar pela fato de que ela não é mais do mesmo — no caso, acho que seja até por isso que estou numa fase mais de produções gringas, porque ela são mais ousadas, com enredos mais empolgantes e fora do quadrado —, não se trata só de uma serial-killer (o que já é diferente da maioria, porque a gente tá acostumado com os homens serial-killers em The Blacklist, True Detective, Bates Motel e Mindhunter), se trata de uma serial-killer que se oferece pra ajudar em investigar quem é o tal do copiador (ou copiadora) por trás de assassinatos em séries, iguaizinhos os que um dia ela cometeu.

Só que não para só por aí, até porque não é cópia de The Blacklist, a tal da La Mante — que é o nome em francês para louva-a-Deus e, sim, o nome da série tem tudo a ver com o estilo de homicídio que a serial-killer cometia, já que mal comparando ao mundo animal, a grande maioria das fêmeas do louva-a-Deus arranca a cabeça do macho após acasalar… Pesado, né!? Na série, cada homicídio é cometido de uma forma específica e com um contexto bem determinado, mas todos com esse caráter sexual, da mulher contra o homem, por isso, o nome, eu acredito — tem uma questão muito mais psicológica envolvida com os homicídios, a começar por outro personagem central da história, que é o policial das investigações e, ninguém menos, que o filho dela.

No caso, já deu pra ver que a treta já tá formada só nessa parte, né!? E o melhor de tudo é que são só 6 episódios e, te garanto, que quando a série acabar, pode ser que você até goste da La Mante, que apesar de todos os pesares (que não são poucos) tem muito desse lado humano — ela nunca se arrepende de nenhum dos homicídios que cometeu, que fique claro —, de um trauma que, querendo ou não, foi conduzindo ela a se tornar uma assassina. É uma série interessante porque demonstra uma humanidade através da frieza que existe por trás de homicídios tão crueis, porque é aquele ponto fora da curva de que todo serial-killer é desprovido de sentimentos ou, como ouvi em Mindhunter, de que todo serial-killer acha que o resto do mundo não tem sentimentos. Acho que vale, um milhão de vezes, assistir, mas tem que aguentar algumas cenas mais pesadinhas, tá!? Olha aí o trailler (não consegui achar nenhum legendado, foi mal):

E aí, gostaram das minhas dicas? Já assistiu alguma dessas séries? Bateu a vontade de assistir alguma? Me contem!!

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