Série mania: 3 séries de suspense policial que eu amo (The Killing, Seven Seconds e The Fall)

DICAS

Há algum tempo, quando trouxe minhas 3 séries estrangeiras favoritas na Netflix, falei de fazer um post especialmente dedicado as séries de suspense policial que eu amo e cá estamos nós: prontos pra falar desse vício que não tem fim? E, hoje, selecionei 3 séries de suspense policial que eu amo, sabe? As três série, eu já assisti e com certeza, assistiria de novo, sem pensar duas vezes! Vamos as séries?

The Killing

Se você me perguntar o motivo, com toda certeza não sei te dizer o porquê de ser tão viciada em suspenses policiais. Não contem comigo para assistir a nada de terror, mas se for um suspense policial, podem apostar que muito provavelmente já estou assistindo ou já assisti. E uma das primeiras séries que me levou pra esse caminho foi The Killing (também uma das primeiras séries que descobri fuçando o catálogo da Netflix), que pra quem não conhece, foi ao ar de 2011 a 2014, em meio a alguns renova/não renova que deixou o fã clube da série bem agitado #abafaocaso

The Killing é uma série americana, baseada na dinamarquesa Forbrydelsen e se passa em Seatle. Em The Killing, a gente acompanha a história de 2 investigadores: Sarah Linden (interpretada por Mireille Enos) e Stephen Holder (Joel Kinnaman) durante a investigação de 3 crimes que se desenrolam durante as 4 temporadas da série. A proposta de The Killing fugiu um pouco à regra de séries que a gente já estava acostumado, como CSI, Castle e Criminal Minds com seus roteiros fechados e solução de um caso por episódio, já que investiu em um arco longo, focando na investigação de um caso por temporada.

No caso, as 2 primeiras temporadas abordaram o assassinato de Rosie Larson, que teve seu corpo encontrado no porta-malas do carro registrado no comitê de campanha do senador Darren Richmond (fato que o tornou um dos maiores suspeitos e também um dos principais personagens dessas 2 primeiras temporadas, que além das investigações do assassinato de Rosie, mostraram o dia a dia de luto da família da menina). Já a terceira temporada traz uma nova história, desta vez, relacionada a um caso em que Linden já havia trabalhado como investigadora e que parecia solucionado. Como esta temporada traz o caso de um serial killer, é mais pesada, com Linden se demonstrando obcecada por este assassino pedófilo, a ponto de se autodestruir. E a quarta temporada, traz todo o peso de tudo que aconteceu na temporada anterior (por isso, que segundo Veena Sud: “The Killing é um livro e cada temporada é um capítulo”), com toda a quebra de confiança e a luta de Sarah e Holder para manter sua amizade, enquanto solucionam o assassinato da família Stansburry, onde apenas Kyle, o filho mais velho, sobreviveu e não se lembra de absolutamente nada.

Além do roteiro intrigante, daqueles que faz a gente não querer parar de assistir, The Killing também traz 2 personagens principais super complexos, trazendo uma representação mais palpável da realidade, cada um com sua carga emocional e pessoal envolvida na relação dos dois, tanto como parceiros de trabalho, quanto como amigos. Com certeza, vale mais do que a pena assistir, é a série que você precisa incluir nas suas séries para assistir no futuro, mesmo que suspense policial não seja seu gênero favorito. Ahh, tem trailler pra vocês:

Seven Seconds

A minha segunda série favorita de suspense policial também tinha que ser de criação da Veena Sud (mesma criadora de The Killing) e vocês precisam saber, de antemão, que Seven Seconds é incrivelmente boa quanto The Killing, mas o caminho que ela segue é totalmente oposto, porém igual ao de The Killing, tá!?

A começar pelo fato de que o episódio piloto começa com um assassinato, mas a gente começa assistindo o assassinato acontecer, já que vai ser a partir dele que toda a tensão da série vai se desenrolar em seus 10 episódios, trazendo uma história envolta em racismo, impunidade, corrupção e brutalidade policial, disparidade social, drogas e relações familiares. Baseada no longa russo Mayor, de Yury Bykov, Seven Seconds traz a história de Brenton Butler , um garoto negro, morto em um atropelamento brutal por um policial branco, Peter Jablonski (Beau Knapp), que desesperado, chama seus parceiros logo após o acidente. Mike DiAngelo (David Lyons), líder do grupo, ao chegar no local do acidente e perceber que se tratava de um menor negro, decide encobrir a morte do garoto, que terá como encarregados, Joe “Fish” Rinaldi (Michael Mosley) e K.J Harper (Clare-Hope Ashitey), como o policial e a promotora encarregados do caso. Isso, claro, sem falar do universo familiar de luto retratado com perfeição por Regina King, como a mãe Latrice, Russell Hornsby, como o pai Isaiah, e Zackary Momoh, como o tio Seth.

O mais incrível de Seven Seconds, que não tem toda aquela curiosidade e suspense do desenrolar da investigação policial, afinal, a gente já sabe no episódio piloto quem matou Brenton — ao contrário de The Killing, que teve como banner de suas duas primeiras temporadas, a pergunta: “quem matou Rosie Larsen?” —, é que é uma série que consegue te prender tanto quanto The Killing, pois traz um elemento muito bem trabalhado em ambas produções por Veena Sud: as limitações dos próprios personagens, que não possuem grandes antagonistas, a não ser eles mesmos. Óbvio que a série também aborda alguns temas particularmente interessantes, como o racismo e a corrupção policial, mas pra mim, o mais incrível é o processo de superação e desenvolvimento de cada um dos personagens e, claro, assim como The Killing, trouxe cenas finais tão intensas, que me fizeram chorar, de verdade! Olha só o trailler:

The Fall

Antes de tudo, eu preciso confessar que não foi logo de cara que The Fall conquistou meu coração (antes dela, vieram muitas outras), já que se trata de uma série de 3 temporadas (cada uma com 5 ou 6 episódios), mas cada episódio bastante longo e complexo, que exige da gente uma atenção extremamente particular. Sei que se você gosta de séries de suspense policial, sabe que os detalhes são, na grande maioria das vezes, a chave pra que algo faça total sentido na série, mas a grande questão é que The Fall se trata de uma série de serial killer, então sim, toda atenção é pouca!

Depois de deixar isso claro, preciso fazer um segundo adendo: depois que terminei The Fall, acho que nunca mais vou ser capaz de ver o Jamie Dornan da mesma forma, afinal, ele estava tão impecável como o serial killer Paul Spector que se eu encontrasse com ele na rua ia sair correndo, sem brincadeira, hahaha! Pra quem não está entendendo muita coisa, The Fall fala da investigação liderada pela detetive superintendente Stella Gibson (Gillian Anderson) para resolver o assassinato de uma jovem na região de Belfast, na Irlanda do Norte, mas que acaba se demonstrando não apenas um assassinato isolado, mas sim, um dos assassinatos cometidos por um meticuloso serial killer.

A série que foi lançada em 2013 e chegou ao fim em 2016 foi alvo de duras críticas, já que foi classificada como misógina, especialmente pela forma como a detetive foi retratada (uma mulher poderosa e sexy) e pelo fato de que o serial killer foi interpretado por um dos atores mais bonitos da atualidade, sem falar, que era um homem, pai e marido perfeitos, aparentemente. Só que uma das críticas mais legais que li sobre The Fall, trazia uma visão muito menos simplista do que essa, trazia a série como feminista, demonstrava que a detetive foi sim objetificada, mas para mostrar que uma mulher dominante no universo masculino ainda será sim questionada e a forma de se vestir ou de se relacionar sexualmente, poderá ser motivo para questionar suas decisões profissionais, como acontece em um determinado ponto de The Fall. Além disso, ao trazer um assassino completamente humanizado, o recado é alto e claro: o misógino pode ser o cara mais bonito e que ama sua filha.

Como é uma série de tão poucos episódios, apesar de 3 temporadas, não dá pra sair contando muito, que já vou encher vocês de spoillers, então, acho que vale fechar com essa citação da crítica de um dos meus sites preferidos (que eu aconselho que todos leiam, mas de preferência, depois de já ter assistido a série), o apaixonadosporseries.com.br: “The Fall não é uma série misógina, é apenas uma série que fala sobre misoginia e confia em seu público para entender a diferença entre uma coisa e outra”. Aqui tá o trailler pra quem também ficou curioso pra assistir:

E aí, gostaram das dicas de suspenses policiais? Essas são minhas favoritas, mas tenho mtttts outras dicas de séries do gênero, então, quem apóia uma parte 2???

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